Translation

25 de setembro de 2010

Tudo chegar ao fim. Encerro o blog "Palavras de Absinto".

"Não, não se doma o mar
como não se doma a vida
como não se domam os efeitos
dos raios gama
sobre a superfície acetinada do teu beijo.
Estamos sujeitos às mares
aos ventos, ao tempo, temperaturas
é inútil tentar a disciplina do desejo.

Tentei domar meu sentimento
a inconstância do meu temperamento
volúvel como são as lágrimas
mas sou tão vulnerável
às vazantes, desígnios, latitudes
aos ciclos e à força do mistério

Tente domar, disciplinar
não consegui
cedi na primeira noite enluarada
no fundo do quintal, atrás da caixa-d'água".

Bruna Lombardi

E com este belíssimo poema da Bruna - que eu adoraria ter escrito, pois me traduz - eu encerro este blog, que já não se justifica por si só.

O "Palavras de Absinto" me trouxe de volta um gosto pela escrita poética que eu havia convenientemente adormecido em mim por muitos anos que se somaram formando décadas.

Mas como tradução do amor e do desejo igualmente chega ao fim.

Cumpriu sua função. Me trouxe de volta ao universo das letras e dos sentidos.  E preciso libertá-lo, como a tudo que amamos.

Agora, é prepará-lo para a publicação, missão da qual venho fugindo por pura acomodação, e para a qual já se ofereceram para ajudar tantos valiososo e talentosos amigos, que tornarão a jornada menos árdua.

Convido os senhores todos para continuar me acompanhando os sonhos e revelações.

Venham me visitar, em outro sítio, que inaugura uma nova trajetória de minha existência, não menos cheia de dúvidas, medos, alegrias, prazeres e descobertas.

O que os dedos silenciam, inauguram a minha vida atual.  Dêem-me apenas uns momentos para organizar as idéias, e me visitem, para continuarmos a confidenciar o que nos parece vida.

4 de julho de 2010

Uma honra! Dhyda Lyra publicou uma de minhas poesias em seu blog!

Uma honra! Amanheci o dia vendo um dos meus poemas publicados no Blog do ícone alagoano Dydha Lyra!
Clique aqui, para conhecer o blog do Dhyda e conhecer toda a versatilidade de sua arte.

3 de junho de 2010

Jurandir Bozo - o Encantador de Serpentes

Me apaixonei por este moço desde a primeira vez que o vi.
Hoje ele faz parte de minha existência. E sua música e poesia me acompanham os dias. Os tristes, e os alegres.
Divulgar os segredos que lhe correm pelas veias é sempre uma honra, e até uma missão, em nome da cultura alagoana.
Convido a todos a visitarem o meu maravilhoso Jurandir Bozo, cujas músicas estão disponíveis no My Space. Para escutá-las, clique aqui. Lá, há também vídeos disponíveis.

"O artista popular Jurandir Bozo surgiu nas paragens do sertão no baixo São Francisco onde banhado pelas águas doces da cidade de Pão de Açúcar se encantou desde menino pela cultura popular, e assim, veio trilhando seu caminho a mais de quinze anos de luta e paixão pela música popular alagoana.

Dirigiu vários espetáculos (O que Vem Depois dos Mestres, Poeira-AL, Quilombagem, O terço segundo Mateus, entre outros) de grande repercussão local, e, um deles, Verdelinho e seus Convidados no teatro Deodoro, acabou firmando uma parceria forte com o saudoso mestre gerando várias apresentações na cidade de Maceió e cominando na produção artística do Cd Unirversando, do mestre Verdelinho.

Jurandir Bozo foi fundador e vocalista da banda Poeira Nordestina, tida como umas das bandas que mais valorizavam a cultura e a música alagoana, influenciando sua geração no sentindo de buscar com pesquisa suas próprias raízes. Em sua trajetória, a proximidade com os ritmos populares vem como característica maior de uma história que a cada dia se consolida com espetáculos que difundem essas manifestações culturais, mas de forma emocionante, divertida e envolvente, levando o nome do seu Estado e de sua cidade por onde quer que vá. - Além de músico, arranjador é produtor cultural, - Dirigiu vários espetáculos de música e teatro. -

Trabalhou como professor em escolas e ongs , levando a seus alunos os saberes das culturas populares enquanto contador de estórias, ator e diretor de teatro de rua. - Poeta, improvisador de emboladas, cantador e percursionista, ator e diretor, o artista mostra a sua versatilidade em diversas áreas da cultura popular e da arte contemporânea".


O ENCANTADOR DE SERPENTES

Estrela (disponível no blog Palavras de Absinto)
.
Eu já sonhava com a textura do teu toque,
quando o palco ainda era tua morada.
Eu já imaginava o calor de tuas mãos,
desde a primeira vez
em que te vi acariciar a pele das congas,
ordenando tuas vontades em gestos,
e elas, alucinadas, te obedecendo em ritmos.

Eu recriei em ondas cerebrais o teu grito rouco e forte,
quando meus ouvidos só conheciam
as primeiras nuances de tua voz cantarolando em falsete,
dando ritmo as mulheres que te adornavam o solo.

E já sabia que um dia tu descerias do tablado,
e buscar-me-ia com os olhos em meio ao público.
E quando me achasses, sorririas,
e com calma entrarias em minha vida,
como se há muito ela já fosse tua.

De antemão, eu sabia que me olharias nos olhos,
e me afagarias as mãos.
E que me dirias coisas profanas ao ouvido.
Segredos nossos, do que ainda teríamos a sobreviver,
mas que eu já colecionava e, por isso, não me assustavam.

Disso tudo eu sabia,
porque antes do fim do show de tua vida,
antes de desceres do palco
eu já havia pedido licença ao meu sagrado
e tratara de exercer minha arte, o meu ofício,
para restituir-lhe o feitiço em gênero e em número,
mas em grau mais intenso.

Para ter-te meu, como me tinhas,
Tive que te fazer cativo do meu enredo.
Teci-lhe uma longa e emaranhada história,
cheia de nós e pontos reversos,
na qual eu trançara, cuidadosa e antecipadamente,
o roteiro que eu queria que tivesse a nossa sobrevida.

Pedi licença ao teu profano
e estreei no teu palco a minha fábula,
cheia de heróis, príncipes,
capas, espadas e dragões vencidos.
Nela, não haveria piedade para os maus.
Também não haveria donzelas,
até para que não houvesse necessidade de dublês
e com isso inchasse o orçamento
– já que dinheiro é sempre problema nos relacionamentos.

No palco, só eu e você.
E o final era de múltipla escolha,
qualquer deles, venturoso.
É que tínhamos nos pulsos
como garantia de vida, a marca dos afortunados.
O sinal profundo, feito a ferro e fogo
pouco depois do nascimento,
e que nos identificaria quando, enfim, nos defrontássemos.
Por ele, perdíamos o medo,
pois sabíamos que juntos,
separados pela vida ou por outros amores.
Em qualquer dos finais, seríamos “felizes para sempre”.

16 de maio de 2010

Avril Lavigne - Official 'Alice (Underground)' Music Video (HQ)

8 de abril de 2010

Compartilhando uma boa descoberta - Conheçam o Mawaca


"O MAWACA é um grupo que pesquisa e recria a música das mais diversificadas etnias do globo.

É formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de quinze línguas diferentes.

A banda é formada por um acordeom, violoncelo, flauta, saxes, baixo, além da percussão étnica como as tablas, derbak, djembé, berimbau, vibrafone, pandeirões etc. O grupo é tem direção artística de Magda Pucci, responsável pela pesquisa, arranjos e produção musical.

O Mawaca produziu 6 álbuns e o DVD "Pra todo canto”, indicado como melhor DVD para o Prêmio TIM em 2007.

O mais recente projeto do grupo é o CD Rupestres Sonoros, O canto dos povos da floresta, lançado no final de 2008, que apresenta cantos indígenas de todo o Brasil.

Rupestres foi também indicado para o Premio TIM 2009.


Não só a força da música impressiona, mas as cores e luzes no espetáculo, tudo remetendo à terra e aos elementos mágicos da natureza".

Para cantar, suas integrantes adquirem uma postura curvada, como se a receber entidades, além de se permitirem todo o tipo de experiências no palco, o que nos faz lembrar velhas sábias, bruxas, encantadoras, protetoras, espanto, alegria, reflexão, tudo isso junto.

É o contato com o que em nós há de intangível, sendo mulheres.

Conheçam o Mawaca clicando aqui

Texto e fotos do perfil do My Space, do Mawaca.

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